Poeta

Álvaro

Alves

de Faria

Blog do POETA POETA na JP Online LBSKv8E

Canal do Poeta

Escritor Fábio Lucas lê parecer da comissão julgadora que conferiu o prêmio da APL

ao livro “Babel” de Álvaro Alves de Faria

Mesa que dirigiu os trabalhos, vendo-se a esquerda Ignácio de Loyola Brandão

Álvaro e o poeta Paulo Bomfim

O poeta e Paulo Bomfim

O presidente da APL, desembargador José Renato Nalini, tendo ao seu lado a escritora Ana Maria Martins

O poeta com Raquel Naveira

 

O poeta com a acadêmica Ada Pellegrini Grinover

O poeta com Valdir Rocha

O poeta com a escritora Ruth Rocha

ÁLBUM AFETIVO

O poeta com Lygia Fagundes Telles

PRÊMIO DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS

- 2008 -

O poeta Álvaro Alves de Faria receberá nesta quinta-feira (17 de abril), às 17 horas, o Prêmio conferido pela Academia Paulista de Letras ao seu livro “Babel – 50 poemas inspirados na escultura Torre de Babel, de Valdir Rocha”, publicado pela Escrituras Editora em 2007. O Prêmio será entregue pelo presidente da APL, José Renato Nalini. Na oportunidade será lido o parecer da comissão julgadora, formada pelos acadêmicos Fábio Lucas, Gabriel Chalita e Ada Pellegrini Grinover. O poeta diz ser, em termos de poesia, um estrangeiro em seu próprio país. Afirma que hoje se considera um poeta português, ou um ex-poeta brasileiro, que acha mais apropriado. Tanto que, fora “Babel”, seus seis últimos livros de poesia foram publicados em Portugal, obras que serão reunidas em “Alma Gentil: Raízes”, a ser publicado pela Escrituras ainda este ano. Jornalista profissional, sempre se dedicou à área cultural em vários veículos de comunicação, incluindo jornais, revistas, rádio e TV. Por esse trabalho em favor do livro recebeu, por duas vezes, o Prêmio Jabuti de Imprensa, da Câmara Brasileira do Livro, em 1976 e 1983, e ainda dois prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA - em 1988 e 1989. No que diz respeito à Poesia, recebeu praticamente todos os grandes prêmios outorgados no Brasil.

ALGUMAS FOTOS:

Fotos

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AMIGOS DOS DIÁRIOS ASSOCIADOS

Antigos companheiros dos Diários Associados de São Paulo (Diário da Noite e Diário de S.Paulo) reuniram-se no dia 3 de agosto no Paribar, na Praça D. José Gaspar, para um encontro de confraternização. Praticamente todos os presentes não se viam há mais de 25 anos. Foi uma festa de muita emoção e recordações. E muita alegria também. Depois da extinção dos Associados em São Paulo, incluindo a TV-Tupi, Canal 4, cada um tomou outros rumos na vida. Mas ficou sempre a amizade demonstrada nesse encontro que vai se repetir.

Hiroshi e poeta

Poeta e José Alberto

Jornalista Tânia Nogueira e poeta

Ivani Migliaccio e Marielza Augelli

Fernando Zamith, Leal e Ivani

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Da esquerda para a direita, Tânia Nogueira Álvares, José Fernando Lefcadito, Luiz Maciel, Fernando Zamith, Ivani Migliaccio, Álvaro Alves de Faria (Poeta), José Alberto Corrêa, Marielza Augelli, Lucas Neto, o escriba que vos fala, Sérgio Barbalho, Fernando Leal, Hiroshi Fujii e Ronny Hein.

Não demorou muito para que o título do filme de Ettore Scola, o magnífico “C’eravamo tanto amati”, me viesse à mente. Estávamos ali reunidos, em um cenário especialmente familiar a todos nós, dezesseis sobreviventes daquela que foi, sem duvida, a última redação romântica de São Paulo.

O velho e inesquecível abrigo de quase duas centenas de jornalistas audaciosos e sonhadores, estava ali, renascido e pulsante, nas pungentes lembranças dos que tiveram o privilégio de habitá-lo.

A peculiar redação dos Diários Associados apenas havia mudado de endereço, da rua Sete de Abril, 230 - primeiro andar, para ali pertinho, no aconchegante Paribar da Praça Dom José Gaspar, ele também um dos sobrevivente daqueles sombrios, mas fascinantes anos 70.

E seu clima único foi devidamente revivido, nos abraços emocionados que trocamos, nas gostosas risadas que brotavam a cada história relembrada, nos laços de cumplicidade que ainda mantemos, por tudo o que dividimos há quase cinquenta anos.

É claro que, teimosas e incontroláveis, algumas lágrimas trouxeram o brilho da saudade, nos olhos de cada um de nós. Mas não foi um encontro regado a melancolia, pelo contrário: experimentamos ali uma alegre nostalgia, de quem sabe que o que pudemos viver juntos, não é propaganda da Mastercard, mas também não tem preço.

Foi assim, um momento magico, de alegria plena. Um reencontro intenso com aqueles que, mesmo morando eternamente em nossas lembranças, eram incógnitas físicas, imaginadas apenas pelos cabelos grisalhos, comuns a quase todos.

E fomos mesmo felizes, porque pudemos constatar que o afeto que nos une permanece vivo, mesmo que nossas “latarias” já não sigam o design dos carros da moda e os motores tenham virado umas três vezes, pelo menos.

Os quatorze mostrados na foto abaixo, mais Ulisses Capozzoli e Sérgio Deodoro Gomes, que precisaram ir embora antes da foto oficial do encontro ser consumada, deram a largada. Que novos encontros como esse aconteçam.

E que aqueles que não estiveram lá, talvez afugentados pela manhã bem paulistana de antigamente, fria e garoenta, apareçam no próximo. Para celebrar esse sentimento que só a nós pertence e que, agora temos certeza, o tempo não conseguiu apagar...

NÓS QUE NOS AMÁVAMOS TANTO...

Durval Monteiro

Em São Paulo, o quadrilátero formado pela ruas Sete de Abril, Major Quedinho, Consolação e Avenida São Luís concentrou, até os anos 60/70, a maioria das redações e sucursais de grandes jornais brasileiros.

Quando as edições eram concluídas e gráficas rodavam as publicações, o Paribar – na Praça Dom José Gaspar, atrás da Biblioteca Municipal - reunia, por sua vez, o maior número de jornalistas por metro quadrado da cidade.

A conversa madrugada adentro mesclava fatos triviais, últimas do futebol e o futuro da nação. A humanidade podia ficar algumas doses abaixo. O nome do bar – que completou 70 anos de existência - nada tem a ver com o bairro do Pari e sim com as primeiras sílabas de “PAstificio, RIstorante e BAR”.

Quem conheceu o tempo do quadrilátero das redações de jornais poderia lembrar da Fleet Street, em Londres. Essa rua (Fleet é nome do rio) abrigou, até os anos 80, as sedes dos grandes jornais ingleses. Hoje, elas não estão mais lá, mas a expressão “Fleet Street” ainda é lembrada como sinônimo da imprensa britânica.

Depois do fechamento das edições, havia um ponto de encontro de editores e repórteres londrinos: o pub chamado 'Ye Olde Cheshire Cheese', que surgiu no século XVII, foi destruído pelo grande incêndio de 1.666, mas reconstruído no ano seguinte (1.667).

O pub continua lá. E tem lastro no passado histórico. Entre seus frequentadores, escritores que também atuaram como jornalistas. A lista é extensa: Arthur Conan Doyle (o médico-escritor que criou Sherlock Holmes), Samuel Johnson, Oscar Wilde, G.K. Chesterton, o americano Mark Twain e até o filósofo e ensaísta francês Voltaire (1694-1778).

Quem leu o romance clássico “Um Conto de Duas Cidades”, de Charles Dickens reconhece o pub num de seus mais decisivos capítulos. Aliás, Dickens escreveu bons pedaços do romance ali numa das mesas do 'Ye Olde Chesire Cheese', cujo interior tem sabor literário nas saletas interligadas por corredores estreitos.

O passado é um país estrangeiro.

Lá, as coisas são diferentes.

Seja em Londres ou na São Paulo do Paribar de tempos atrás.

OS ENCONTROS NOTURNOS NO PARIBAR

Fernando Zamith

pub paribar

O pub em Londres

O Paribar