Álvaro

Alves
de Faria

COIMBRA E SALAMANCA

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   Como sempre, encontros para não esquecer mais, que passam a fazer parte da vida da gente. Primeiro, em Coimbra, o lançamento de “Almaflita”, pela Editora Palimage, e a apresentação de “Um poeta brasileiro em Portugal”, publicação conjunta da Temas Originais, de Coimbra, e da LetraSelvagem, de São Paulo. E a seguir, o lançamento de “Alma Afligida”, em Salamanca, publicação da Editora Trilce, de Salamanca, livro traduzido pelo meu amigo Alfredo Pérez Alencart.

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Em Salamanca, o lançamento de “Alma Afligida” foi realizado no Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca, com a apresentação do poeta e filósofo Luis Frayle Delgado, como parte do XVI Encontro de Poetas Iberoamericano, em homenagem a Fray Luis de León, organizado pelo poeta Alfredo Pérez Alencart. (Fundación Salamanca Ciudad de Cultura y Saberes).

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“Alma Afligida” também teve outro lançamento na Livraria Hydria, organizado pela poeta Montse Villar Gonzalez, da Associação Cultural PentaDrama, que sem me conhecer traduziu meu livro “Motivos Alheios”, de 1983, “Resíduos”, escrito na prisão em 1969, “Cartas de Abril para Júlia”, de 2010, e que agora traduz “O tocador de Flauta”, de 2011.

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Em Coimbra, a apresentação de “Almaflita” foi realizada na Casa da Palavra, dirigida pelo poeta João Rasteiro. O livro foi apresentado por Graça Capinha, da Universidade de Coimbra, e pelo poeta Jorge Fragoso, da Editora Palimage. Como sempre faço, falei sobre o Brasil, sobre os descaminhos brasileiros. Dividi o que falei em três parte: a questão política brasileira, a questão existencial do poeta, e a poesia.

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Inicialmente, falei sobre “Um poeta brasileiro em Portugal”, lembrando que o que se vê no Brasil, atualmente, sem generalizar, é um punhado de mediocridades amparado por uma crítica e um jornalismo cultural igualmente medíocres, o que dá bem a ideia da identidade brasileira atual:
-Hoje, infelizmente, tudo se mede por baixo, os valores são outros, e o que impera é o reino da mentira, uma paisagem melancólica de viver. Mas é preciso dizer sempre, por honestidade, que não generalizo. O Brasil possui, sim, grandes poetas, gente honesta que luta pela palavra e pela liberdade de dizer essa palavra.

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Mais adiante, disse o seguinte:
-O que tenho a dizer está quase tudo em “Um poeta brasileiro em Portugal”, que é um documento pessoal e que, como sempre, já está causando um certo mal-estar, porque decidi seguir outro caminho em busca da poesia que almejo escrever e venho escrevendo nos últimos anos, tendo como base a poesia de Portugal.

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A seguir, a questão política que é inevitável para mim, que sou um militante, agora militante da vida. Reproduzo uma parte do meu discurso;
-Agora entramos na decepção mais perversa, aquela que muda as coisas, a vida, os rumos. Aquela que produz desespero, porque é inconcebível ver homens com quem se conviveu transformarem-se de uma maneira inaceitável. Pessoas que traíram a própria vida, que traíram a palavra, que traíram a si mesmos, porque o que vale é o poder e a mentira. Poucas vezes na minha vida de cidadão e jornalista profissional assisti a tantos desmandos, uma desfaçatez que chega a ser inacreditável. A gente se olha no espelho e percebe o quanto se enganou a vida inteira e quanto foi enganado a vida inteira. O que vale são os projetos pessoais e não os da Nação. Participei de tudo isso e, de repente, vi a mentira escancarada na minha frente, gente com quem convivi numa luta angustiante hoje defendendo, por exemplo, a censura à palavra o que, de certa maneira, já vem acontecendo, não oficialmente, mas já vem acontecendo. Aqui entra a questão política de um homem diante de si mesmo, de um poeta diante de si mesmo, perplexo diante de si mesmo e dos rumos das coisas.

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E, por fim, falei sobre a Poesia.
-Por fim, a poesia, o poema, a construção do poema neste vale de lágrimas que se acentua cada vez mais. A paisagem árida da poesia e o que pode ainda restar do encantamento. Repito: Eu procurei me salvar buscando em Portugal a poesia que me falta no Brasil. Faz 15 anos que me dedico à poesia portuguesa, à poesia de Portugal, a terra de meus pais Também a poesia entra nesse universo da crueldade das palavras, no próprio ofício de escrever. Porque chega uma hora em que a gente pergunta se valeu a pena, a vida inteira, a vida inteira, em um embate íntimo – é você com você mesmo, numa imensa solidão – para colocar no papel o que ainda existe que mereça alguma consideração num mundo feito de massacres, no mundo da lei do mais forte.

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Este discurso feito em Coimbra, com algumas variações, foi repetido em Salamanca. Alguém me disse que eu fui deselegante em falar o que disse sobre o Brasil dentro do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Salamanca. Não sei se fui deselegante. Mas era lá que eu queria falar mesmo.

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No mais, foram encontros inesquecíveis. Em Salamanca, visitas a locais importantes, como a Faculdade de Filologia da Universidade, o Instituto Frey Luis de León, o edifício histórico da Universidade, a Biblioteca Histórica da Universidade, o Centro Cultural Hispano Japonês da Universidade, a sala de Miguel Unamuno e a leitura de poemas dos participantes do Encontro Iberoamericanos de Poeta, reunidos numa antologia, no Teatro Liceo – Sala da Palavra, com música de grupos de Salamanca cantando poemas de Frei Luis de León. Inesquecível.

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Deixo no site fotos que lembram esses momentos, inclusive com minha família em Portugal, até mesmo minha visita ao túmulo de Inês de Castro, em Alcobaça. Deixo também a saudação que me fez Luis Frayle Delgado e o que escreveram, em seus blogs, Montse Villar e Elena Diaz Santana.

DVD do lançamento em Coimbra - QUIM LOPES

Imagens dos blogs que falam sobre o Poeta

Fotos

BIBLIOTECA

VISITA AO EDIFÍCIO HISTÓRICO DA UNIVERSIDADE DE SALAMANCA

FOTOS NO TEATRO LICEU - SALA DA PALAVRA

LANÇAMENTO NA LIVRARIA HYDRIA

FAMÍLIA - Fotos de José Lopes

ALCOBAÇA - Fotos de José Lopes

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