Alves
de Faria
Participei, com muita honra, ao lado de outros poetas, da exposição da artista plástica Fernanda Rodante, no Espaço Cultural do Conjunto Nacional, sob o tema “Bandeiras”. Uma beleza. Dezesseis telas e oito desenhos em homenagem àquele dia que antes existia e que não existe mais, o Dia da Bandeira. Os poetas, como Paulo Bomfim, Zuleika dos Reis, Raquel Naveira e outros, participaram escrevendo sobre o tema. A mim coube a tela “Mulheres e minorias”. Meu texto-poema foi o seguinte: “Assim, a palavra que para na boca como param as aves no vôo interceptado/ os que estão à margem, os que perderam a voz/ os que calaram o aceno./ Assim este desvendar a vida, com um grito na garganta/ tão profundo grito que corta a paisagem com uma faca./ Assim, os esquecidos, os que clamam/ os que estão com as mãos erguidas com direito de viver”.
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