Alves
de Faria
O Brasil é um ferida que tenho no peito.
Uma ferida aberta, que sangra, sangra, sangra, sangra, sangra, sangra.
Quero um cravo vermelho na lapela, um dia 25 de abril, quero a lágrima mais verdadeira, e a canção de Zeca Afonso a cobrir as sombras:
Grândola, vila morena,
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade.
Dentro de ti, ó cidade,
O povo é quem mais ordena,
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena.
siga as setas
Em cada esquina, um amigo,
Em cada rosto, igualdade,
Grândola, vila morena,
Terra da fraternidade.
Terra da fraternidade,
Grândola, vila morena,
Em cadaa rosto, igualdade,
O povo é quem mais ordena.
À sombra de uma azinheira,
Que já não sabia a idade,
Jurei ter por companheira
Grândola, a tua vontade.
Grândola, a tua vontade,
Jurei ter por companheira,
À sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade.
O povo é quem mais ordena e fará a ordem das coisas e da vida, com esse cheiro de um cravo vermelho que plantado está em mim, como se fosse minha terra, essa terra que também é minha.
Fotos de José Anito
Presidente do CCLB, doutor Antonio de Almeida e Silva
A atriz Letícia Bortoletto representa Inês de Castro
Daisy de Fátima, Amanda de Fátima, Maria Antonia e Patrícia Cicarelli
Amanda de Fátima, Maria Antonia, José Anito e Daisy de Fátima
Poeta com João Carlos Martins
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