O Sermão / Aline Bernar

Álvaro

Alves
de Faria

O SERMÃO DO VIADUTO DE ÁLVARO ALVES DE FARIA: LIVRO DE ALINE BERNAR

AlineJPG 2009

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Canal do Poeta

Infelizmente não pude comparecer ao lançamento da Aline Bernar, no Rio de Janeiro, por motivos alheios à minha vontade. Nem sempre, infelizmente, as coisas são como a gente deseja. Era impossível para mim, diante de um cenário particular desfavorável e também triste. Dessas coisas que a mim têm um poder avassalador. Não consegui comparecer. Mas eu estava lá, ao lado da Aline, mulher de seu tempo que, de repente, leu meus poemas e por eles se interessou. Não fui por falta de condições materiais, psicológicas, espirituais, todas essas coisas que tecem a vida das pessoas.
Mas o lançamento desse livro representa, par mim, uma das coisas mais importantes que tive na vida, no que diz respeito à literatura e fora dela. Dessas coisas quase inacreditáveis de acontecer. Felizmente ainda existem pessoas como Aline. Nem tudo se perdeu.

Foi um belo lançamento na Livraria DaConde + Arte, no Rio de Janeiro: “O Sermão do Viaduto de Álvaro Alves de Faria”, de Aline Bernar, com posfácio de Nelly Novaes Coelho, publicação da Escrituras Editora. Aline conheceu o meu “O Sermão do Viaduto” e afirma ter sido amor à primeira vista. Começou, então, um belíssimo trabalho sobre o livro, como currículo de doutorado em Letras, na Universidade de Coimbra.

Nada acontece por acaso. Há três anos, estando em Coimbra, alguém me disse: “Uma brasileira está escrevendo um estudo sobre um livro seu”. Pedi então aos meus amigos de Coimbra que descobrissem isso para mim.

Não demorou muito Aline me enviou um e-mail. A seguir, enviou-me parte do trabalho que havia sido publicada em “Linguagem em (Re)vista”, número 6 e 7, de Niterói, periódico acadêmico semestral destinado à expansão e socialização de pesquisas inscritas no âmbito de estudos da linguagem.

Ao ler tudo aquilo que Aline escreveu sobre O Sermão do Viaduto senti que alguma coisa, afinal, valera a pena. Lembrei-me dos anos 60. Meu primeiro livro adolescente, “Noturno maior”, escrito ouvindo Chopin. Depois “Tempo final”. Depois O Sermão do Viaduto. No Viaduto do Chá, acredito, determinei meu destino como poeta, os poemas sociais que habitam grande parte de minha obra literária, nos romances e também nos poemas.

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